domingo, 17 de junho de 2012

Poesias com características comuns aos poemas de Álvares de Azevedo









Amor e Vinho
Cantemos o amor e o vinho,
As mulheres, o prazer;
A vida é sonho ligeiro
Gozemos até morrer
Tim, tim, tim
Gozemos até morrer
A ventura nessa vida
É sonho que pouco dura
Tudo fenece no mundo,
Na louça da sepultura
Tim, tim, tim
Na louça da sepultura
Não sou desses gênios duros,
Inimigos do prazer,
Que julgam que a humanidade
Só nasceu para morrer
Tim, tim, tim
Só nasceu para morrer

Fagundes Varela


Sonho

Era um bosque, um arvoredo,
Uma sagrada espessura,
— Mitológica pintura
Que o romantismo não faz.
Era um sítio tão formoso,
Que nem um pincel romano,
Nem Rubens, nem Ticiano
Copiariam assaz.

Ali pensei que sonhava
Com a donzela que me inspira,
Que põe-me nas mãos a lira,
Que põe-me o estro a ferver;
Que me acalenta em seu colo,
Que me beija a vasta crente,
Que me obriga a ser mais crente
No Deus que ela julga crer.

Sonhei com a visão dourada,
Que todo o poeta sonha,
— Idéia gentil, risonha,
Tão poucas vezes real!
Que só, com o peito abafado,
Se vai de noite em segredo
Contar no denso arvoredo
Ao cipreste sepulcral.

Mas, despertando do sonho,
Que aos homens não se revela,
Achei comigo a donzela,
Me apertando o coração,
E ainda presa a meus lábios,
Entre um riso, entre um gemido,
Murmurou-me ao pé do ouvido
— Que não era um sonho, não. —

E não mais, enquanto vivo,
Deixarei esta espessura,
— Mitológica pintura
Que o romantismo não faz.
Era um sítio tão formoso,
Que nem o pincel romano,
Nem Rubens, nem Ticiano
Copiariam assaz.


 Junqueira Freire




Que é - simpatia

Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.


Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.


São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.


Simpatia - meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'agosto
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é quase amor!


Casmiro de Abreu




Postado por Lara e Stéfany 9ªA

Fagundes Varela,Casmiro de Abreu e Junqueira Freire


                                Fagundes Varela


Fagundes Varela (1841-1875) foi um poeta brasileiro. Fez parte da terceira geração de poetas românticos do Brasil. Sua poesia além de apresentar temas sociais e políticos, desenvolveu também temas sobre a natureza e temas que falam de angústia, solidão, melancolia e desengano. É patrono da cadeira nº 11 da Academia Brasileira de Letras.
Fagundes Varela (1841-1875) nasceu na Fazenda Santa Clara, em Rio Claro, na então província do Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto. Era filho do Magistrado Emiliano Fagundes Varela e Emília de Andrade. Em 1860 iniciou sua vida em São Paulo, onde ingressou na Faculdade de Direito no Largo São Francisco. Nesse mesmo ano publica seus primeiros trabalhos literários. Participa da vida boêmia da cidade. Em 1861 publica o livro de poesias "Noturnas".
Fagundes Varela apaixona-se por Alice Guilhermina Luande, filha do proprietário de um circo que estava instalado em São Paulo. Segue-a até Sorocaba e lá se casa no dia 28 de maio de 1862. Em 1863 nasce seu filho Emiliano, que morre com apenas três meses de vida. A morte do filho lhe inspira seu mais famoso poema "Cântico do Calvário".
Em 1865 muda-se para Recife, onde presencia a onda de nacionalismo ali desencadeada. Ingressa na Faculdade de Direito. No mesmo ano, com a morte da esposa, volta para São Paulo. Em 1866 retorna para a Faculdade mas pouco frequenta as aulas. Nessa ocasião, Fagundes renuncia aos estudos definitivamente e volta para a sua casa paterna.
Em 1869 casa-se com a prima Maria Belisária Lambert. Da união nasceram duas filhas, Lélia e Rute. Seu terceiro filho também chamado Emiliano, não sobrevive. Fagundes leva uma vida boemia, era visto muitas vezes embriagado.
Suas obras: "Noturnos" (1861), "Cântico do Calvário (1863), O Estandarte Auriverde (1863), Vozes da América (1864), Cantos e Fantasias (1865), Cantos Meridionais (1869), Cantos do Ermo e da Cidade (1869), Anchieta ou Evangelho na Selva (1875), Cantos religiosos (1878), Diário de Lázaro (1880).
Luís Nicolau Fagundes Varela morre na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, no dia 18 de fevereiro.
  

  Fagundes Varela



                                    Casmiro de Abreu


       Casimiro de Abreu (1839-1860) foi um poeta brasileiro. Autor de "Meus Oito Anos", um dos poemas mais populares da literatura brasileira. Pertence a segunda geração do romantismo. Vai com o pai para Portugal, onde inicia sua vida literária. É nesse período que escreve a maior parte dos poemas de seu único livro "Primavera". Escreve a peça "Camões e o Jau", que é encenada no Teatro D. Fernando, em Lisboa. Casimiro é patrono da cadeira nº 6 da Academia Brasileira de Letras.
        Casimiro de Abreu (1839-1860) Nasceu em Barra de São João, Estado do Rio de Janeiro, no dia 4 de janeiro. Era filho do rico comerciante português, José Joaquim Marques de Abreu. Com apenas 13 anos, por ordem do pai, seguiu para o Rio de janeiro, para trabalhar no comércio. Com difícil adaptação, acompanha o pai em viagem para Portugal, em novembro de 1853.
        Viveu três anos em Portugal, onde iniciou sua carreira literária e escreveu a maior parte de seus poemas. No dia 18 de janeiro de 1856, sua peça "Camões e o Jau", é encenada no Teatro D. Fernando, em Lisboa. Em julho de 1857, volta para o Brasil e conhece vários intelectuais, faz amizade com Machado de Assis, ambos com 18 anos de idade.
         Casimiro de Abreu escreveu pouco, mas, seu lirismo de adolescente retratado em sua poesia, que girava em torno do amor, da tristeza da vida, da saudade da Pátria e da saudade da infância, o tornou o poeta mais popular da literatura brasileira. Seu poema "Meus oito anos" retrata bem a nostalgia da infância: Oh! que saudades que tenho/Da aurora de minha vida,/Da minha infância querida/Que os anos não trazem mais!/Que amor, que sonhos, que flores,/Naquelas tardes fagueiras/A sombra das bananeiras,/Debaixo dos laranjais!.
Em 1859 publica seu único livro de poemas "Primaveras". Em 1860 fica noivo de Joaquina Alvarenga Silva Peixoto. Cassimiro vivendo uma vida boêmia, contrai tuberculose e vai para Nova Friburgo tentar a cura da doença.
         Casimiro José Marques de Abreu, não resiste a doença e morre com apenas 21 anos, no dia 18 de outubro de 1860, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro.


 Casmiro de Abreu


                               Junqueira Freire

            Luis José Junqueira Freire nasceu em Salvador (BA), no dia 31 de dezembro de 
1832. Filho de José Vicente de Sá Freire e Felicidade Augusta Junqueira, teve a 
infância e a juventude comprometidas por problemas de ordem cardíaca, fato 
que o levou a concluir os estudos primários de forma irregular. Por pressões 
familiares e motivado pelas inconstâncias da própria vida, ingressou na "Ordem 
dos Beneditinos" dois anos mais tarde, em 1851.Nas clausuras do Mosteiro de 
São Bento de Salvador, o jovem Junqueira Freire não manifestava a menor 
vocação monástica.
             Este período de sua vida foi repleto de amarguras, revoltas 
e arrependimentos pela decisão irrevogável que tomara. Porém, pôde fazer 
suas leituras preferidas e dedicar-se a escrever poemas, além de atuar como. 
No ano de 1853 pediu a secularização que seria outorgada apenas no ano 12
seguinte. 
           Este recurso que lhe permitiria libertar-se das disciplinas monásticas, 
embora ainda permanecesse sacerdote por força dos votos perpétuos. Dedicouse a reunir uma coletânea de seus versos, que viria a ser intitulada Inspirações 
do Claustro. Esta obra foi impressa na Bahia pouco tempo antes de sua morte, 
ocorrida em 24 de junho de 1855, aos 23 anos, motivada pelas enfermidades 
cardíacas de que sofreu por toda a vida. 
               Sua curta e sofrida passagem no mosteiro, forneceu-lhe os temas mais 
freqüentes dos versos. Portanto, fica evidente o teor complexo de sua 
mensagem poética, comum aos Românticos e vulnerável à penumbra do 
segundo período da geração Romântica no Brasil. Alguns tópicos como o drama 
da escolha errônea em sua vocação, aliada à crise moral e o conflito interior que 
o levou a retroceder em sua opção, refletem no horror ao celibato; no desejo 
reprimido que o perturbava e aguçava o sentimento de pecado entre a oração e 
a heresia; na revolta contra a regra, contra o mundo e contra si; no remorso e, 
como conseqüência, na obsessão da morte. Um tumulto, um confronto de ideais 
comprimidos às celas do mosteiro, externado mas não suprimido. Além de um 
sentimento brasileiro que beirava o ufanismo, e uma tendência antimonárquica, 
social e liberal.  
               Obras: Inspirações do Claustro (1855); Elementos de Retórica Nacional (1869); 
Obras, edição crítica por Roberto Alvim, 3 vols. (1944);  Junqueira Freire, 
organizado por Antonio Carlos Vilaça  (Coleção Nossos Clássicos, n. 66); 
Desespero na Solidão, organizado por Antonio Carlos Vilaça (1976) e  Obra 
Poética de Junqueira Freire (1970).  

Junqueira Freire



Postado por Lara e Stéfany 9ªA

sexta-feira, 8 de junho de 2012

5ª semana

5ª semana :

c) A interpretação do poema ideias intimas ,pretende rastrear os elementos que conferem um andamento dramático ao texto, tendo por pressupostos a conhecida filiação do poeta ao prefácio Do grotesco e do sublime (1827), de Victor Hugo, que debate, além das categorias estéticas de seu título, a concepção dramática ideal do ponto de vista romântico.


por: Lara e Stéfany

5ª semana

b) Nós podemos entender com o poema que para amar você precisa se entregar de corpo e alma e desejar sempre estar do lado de seu amado(a)  e quando você o perde  você o deseja te-lo de volta.

Por: Lara e Stéfany 

Clipes de músicas atuais que possuem características românticas: O romance romântico:


                                      

por Lara e Stéfany

domingo, 3 de junho de 2012

Leitura do quadro "A dama de Shalott" e vídeos românticos

Leitura do quadro:

O quadro acima demonstra a liberdade de uma forma ampla, leve, envolvente e exuberante, através da figura feminina de uma moça ruiva que medita em cima de um barco. A moça, jovem, ruiva, com os cabelos crespos, meditando e, assim, estando em plena sintonia com a natureza ao seu redor, transmiti-nos a ideia de liberdade e tranquilidade, mas também de rebeldia, de fuga e de um conflito de emoções e de sentimentos por parte dela, que parece estar triste e buscando encontrar na harmonia com a natureza uma harmonia interna também, buscando estar em paz consigo mesma.

A jovem também parece estar grávida e por estar em um barco, com tapetes e levando consigo velas, parece estar tentando fugir, provavelmente para se isolar de uma sociedade que a reprimi e a condena por estar grávida no início de sua vida. Porém, ela segura em um ramo de uma planta aquática, perto dela, como se estivesse com medo, arrependida, com vontade de ficar, de não mais fugir. É como se a sua mente dissese para ela fugir, para começar uma vida nova, se esquivar de seus problemas, mas seu coração, ao contrário, pedisse para ela ficar, não abandonar tudo o que ela tinha e tudo mais que amava, seus amigos, sua casa, sua família. Também, as plantas e o rio passam uma ideia de um lugar tranquilo, mas isolado; um perfeito cenário para fuga e meditação.
Por fim, o quadro nos mostra um pouco de um conflito adolescente muito comum: será que já estou pronto para ser independente? Além disso, nos mostra a profunda dor e o sofrimento que nos trazem as pressões a nós impostas no dia-a-dia e a falta de tolerância das pessoas com os nossos erros. Tudo isso é representado através de um extremo sentimentalismo, típico de obras românticas.

Clipes de músicas atuais que possuem características românticas: O romance romântico:

Eu sei que vou te amar

Por enquanto

Uma canção sobre amor, ah o amor...

Postado por Gabriela Maria e Letícia Lopes - 9°A

Biografia de Álvares de Azevedo


       Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um poeta, escritor e contista, da segunda geração romântica brasileira. Suas poesias retratam o seu mundo interior. É conhecido como "o poeta da dúvida". Faz parte dos poetas que deixaram em segundo plano, os temas nacionalistas e indianistas, usados na primeira geração romântica, e mergulharam fundo em seu mundo interior. Seus poemas falam constantemente do tédio da vida, das frustrações amorosas e do sentimento de morte. A figura da mulher aparece em seus versos, ora como um anjo, ora como um ser fatal, mas sempre inacessível. Álvares de Azevedo é Patrono da cadeira nº 2, da Academia Brasileira de Letras.
        Ele deixa transparecer em seus textos, a marca de uma adolescência conflitante e dilacerada, representando a experiência mais dramática do Romantismo brasileiro. De todos os poetas de sua geração, é o que mais reflete a influência do poeta inglês Byron, criador de personagens sonhadores e aventureiros.
          Em alguns poemas, Álvares de Azevedo surpreende o leitor, pois além de poeta triste e sofredor, mostra-se irônico e com um grande senso de humor.Álvares de Azevedo encara a morte como solução de sua crise e de suas dores.
          Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831-1852) nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro. Filho do Doutor Inácio Manuel Alvares de Azevedo e Dona Luísa Azevedo, foi um filho dedicado a sua mãe e a sua irmã. Aos dois anos de idade, junto com sua família, muda-se para o Rio de Janeiro. Em 1836 morre seu irmão mais novo, fato que o deixou bastante abalado. Foi aluno brilhante, estudou no colégio do professor Stoll, onde era constantemente elogiado. Em 1945 ingressou no Colégio Pedro II.
          Em 1848, Álvares de Azevedo volta para São Paulo, ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde passa a conviver com vários escritores românticos. Nessa época fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano; traduziu a obra Parisina, de Byron e o quinto ato de Otelo, de Shakespeare, entre outros trabalhos.
          Álvares de Azevedo vivia em meio a livros da faculdade e dedicado a escrever suas poesias. Toda sua obra poética foi escrita durante os quatro anos que cursou a faculdade. O sentimento de solidão e tristeza, refletidos em seus poemas, era de fato a saudade da família, que ficara no Rio de Janeiro.
Em 1852, doente, abandona a faculdade. Vitimado por uma tuberculose e sofrendo com um tumor, é operado mas não resiste. Morre no dia 25 de abril, com apenas 21 anos.
Principais obras:
Lira dos vinte anos; Se eu morresse amanhã!; Poesias Diversas; Poema do Frade; O Conde Lopo; Estudos Literários; Noite na Taverna; A lagartixa e Adeus , meus sonhos!.

                                    Álvares de Azevedo
Postado por Lara Albuquerque e Stéfany Lourenço